O que é sobrecarga, o que é curto-circuito, por que o disjuntor desarma sempre no mesmo horário e como o dimensionamento se relaciona com a bitola do cabo.
Ler artigo →Cabo, disjuntor e tomada corretos: o que precisa estar pronto antes do instalador chegar com o aparelho.
Com o calor cada vez mais intenso, o ar-condicionado deixou de ser item de luxo. Só que a maior parte das casas foi construída com uma instalação elétrica que nunca foi pensada para climatização. Este artigo explica o que a parte elétrica precisa ter antes de o aparelho ser instalado — e por que economizar aqui costuma sair muito caro.
Três características tornam o ar-condicionado diferente dos outros aparelhos da casa:
Por isso, a norma brasileira de instalações elétricas de baixa tensão, a ABNT NBR 5410, exige circuito individual para equipamentos com corrente nominal acima de 10 A. Na prática, todo split residencial entra nessa regra.
Circuito dedicado significa: cabo próprio saindo do quadro, disjuntor exclusivo e nada mais compartilhando aquele caminho. Se o ar divide circuito com tomadas do quarto, cada vez que o compressor parte a tensão cai e os outros aparelhos sofrem.
BTU é unidade de capacidade de refrigeração, não de consumo elétrico. O que interessa para o dimensionamento é a corrente máxima em ampères que o aparelho puxa — e isso está na plaqueta dele, geralmente ao lado da unidade externa, com os termos "corrente máxima", "máx. current" ou "corrente nominal".
Todo fabricante informa, no manual ou na plaqueta: tensão de alimentação, corrente máxima, seção mínima do cabo e, muitas vezes, o disjuntor recomendado. Esse dado tem prioridade sobre qualquer tabela genérica da internet. Guarde o manual — ele costuma ser pedido em caso de garantia.
A relação básica é: corrente = potência ÷ tensão. É por isso que o mesmo aparelho, em 220V, puxa cerca de metade da corrente que puxaria em 127V. E corrente menor permite cabo mais fino e menos perda no caminho.
A tabela abaixo serve apenas para você ter ordem de grandeza antes de conversar com o profissional. O dimensionamento real depende da corrente da plaqueta, do tipo de instalação (embutida em conduíte, aparente, em eletrocalha), do agrupamento de cabos, da temperatura ambiente e da distância até o quadro.
| Capacidade | Tensão usual | Faixa típica de corrente | Referência de disjuntor | Referência de cabo |
|---|---|---|---|---|
| 9.000 BTUs | 127V ou 220V | 4 a 8 A (220V) | 10 A a 16 A | 2,5 mm² |
| 12.000 BTUs | 220V | 6 a 10 A | 16 A | 2,5 mm² |
| 18.000 BTUs | 220V | 9 a 14 A | 16 A a 20 A | 2,5 a 4 mm² |
| 24.000 BTUs | 220V | 12 a 18 A | 20 A a 25 A | 4 mm² |
| 30.000 BTUs ou mais | 220V / trifásico | Acima de 18 A | Conforme projeto | 4 a 6 mm² ou mais |
Um erro clássico é aumentar o disjuntor porque ele está desarmando. O disjuntor protege o cabo, não o aparelho. Colocar um disjuntor maior num cabo fino remove a proteção: o fio esquenta, derrete o isolamento e pode incendiar dentro da parede sem que nada desarme. Se desarma, a causa precisa ser investigada — não mascarada.
Em 220V, para a mesma potência, a corrente cai pela metade. Isso traz vantagens concretas: cabo mais fino, menos perda por aquecimento, menor queda de tensão em distâncias longas e disjuntores menores. É por isso que praticamente todo split acima de 12.000 BTUs é fabricado em 220V.
O ponto de atenção é que nem toda casa tem 220V disponível. Em São Paulo, o padrão residencial é 127V entre fase e neutro, e 220V entre duas fases — o que exige entrada bifásica ou trifásica. Se a sua casa é monofásica, criar um circuito 220V pode exigir troca do padrão de entrada junto à concessionária, um serviço que o eletricista avalia e executa.
Comprar o aparelho antes de verificar isso é um erro caro e muito comum. Confira a tensão disponível primeiro.
O Vitor avalia o quadro, verifica a tensão disponível, cria o circuito dedicado com cabo e disjuntor corretos e deixa o ponto pronto para o instalador. Atendimento em Perus, Zona Oeste de SP e região.
Chamar no WhatsApp · (11) 91518-6817Existem duas formas corretas de alimentar o aparelho:
A distância até o quadro também conta. Quanto mais longo o trajeto, maior a queda de tensão; em circuitos longos, muitas vezes é necessário aumentar a bitola do cabo mesmo que a corrente permita uma seção menor. Aparelho funcionando com tensão abaixo do nominal aquece, perde rendimento e reduz a vida do compressor.
E não esqueça do condutor de proteção (terra): além de ser exigência de norma, ele é o que garante que o DR funcione e que a carcaça do aparelho não fique energizada.
Esse último item é onde ter um profissional que faz elétrica e hidráulica ajuda muito: o dreno mal resolvido gera infiltração, mancha de parede e discussão com vizinho. Resolver os dois lados de uma vez economiza tempo e evita retrabalho.
O Vitor prepara o ponto elétrico completo para ar-condicionado em Perus, Pirituba, Jaraguá e Zona Oeste de São Paulo e em Jundiaí e região: circuito dedicado, disjuntor dimensionado, tomada 20 A, aterramento e adequação do quadro. Se puder mandar foto da plaqueta do aparelho e do seu quadro pelo WhatsApp, o orçamento sai na hora.
Conteúdo informativo. O dimensionamento de circuitos, cabos e dispositivos de proteção deve ser feito por profissional qualificado, conforme a norma ABNT NBR 5410 e as instruções do fabricante do equipamento.
Manda uma mensagem contando o que está acontecendo. Foto ou vídeo ajudam bastante no diagnóstico e o orçamento sai rápido.