O DR protege pessoas, o DPS protege equipamentos e o disjuntor protege o cabo. Entenda o que falta no seu quadro, o que diz a norma e como é feita a adequação.
Ler artigo →Nem toda queima é causada por raio, e nem toda proteção protege do mesmo problema. Entenda o que comprar, o que instalar e o que fazer quando o aparelho já queimou.
Depois de um temporal forte, é comum a mesma cena se repetir no bairro: TV que não liga, roteador mudo, placa da geladeira queimada. A explicação padrão é "caiu um raio". Só que existem quatro tipos diferentes de problema na rede, e cada um pede uma proteção diferente. Entender isso é o que separa a proteção que funciona da que só dá falsa sensação de segurança.
| Evento | O que acontece | Duração | Proteção adequada |
|---|---|---|---|
| Queda de energia | Falta total de fornecimento | Segundos a horas | Nobreak, para manter equipamentos ligados |
| Oscilação | Tensão variando em torno do valor normal | Contínua | Estabilizador ou nobreak com regulação |
| Surto | Pico altíssimo e rapidíssimo, de raio ou manobra da rede | Microssegundos | DPS no quadro, mais protetor no equipamento |
| Sobretensão permanente | Tensão acima do normal mantida, como no rompimento de neutro | Segundos a minutos | Dispositivo de proteção contra sobretensão permanente |
Repare em um detalhe que confunde muita gente: o disjuntor não protege contra nenhum desses eventos. Ele reage a excesso de corrente, e surto é excesso de tensão, rápido demais para ele perceber. Falamos sobre isso no artigo sobre disjuntor residencial.
A forma correta de proteger uma casa não é comprar um aparelhinho e ligar tudo nele. É montar camadas, cada uma fazendo o seu papel:
É a proteção principal e a que falta na maioria das casas brasileiras. O DPS desvia o pico de tensão para o terra antes que ele se espalhe pelos circuitos, protegendo tudo o que está ligado na casa. Um único dispositivo cobre a instalação inteira. É o item de melhor custo-benefício em proteção elétrica residencial, e está detalhado no artigo sobre DR e DPS no quadro elétrico.
Para os equipamentos mais caros e mais sensíveis — computador, TV, som, servidor, central de automação, inversor solar — vale ter uma segunda barreira: protetor de surto de qualidade ou nobreak. É a camada que pega o resíduo que passou pela primeira.
Nobreak resolve um problema diferente: manter o equipamento ligado durante a queda. Se você trabalha em casa, tem equipamento de saúde ou depende de internet, essa camada é sobre continuidade, não sobre surto — mas os modelos bons agregam filtragem e regulação.
A régua de tomadas barata vendida como "filtro de linha" oferece pouca ou nenhuma proteção real — muitas são apenas extensões com um LED. Modelos com supressor de surto especificado (que informam a energia de absorção em joules) atenuam picos menores, mas nenhum deles substitui o DPS do quadro.
O Vitor verifica o aterramento, dimensiona e instala o DPS no quadro e avalia a necessidade de proteção contra sobretensão permanente. Uma visita protege a casa inteira. Perus, Zona Oeste de SP e região.
Chamar no WhatsApp · (11) 91518-6817Vale insistir neste ponto porque é o mais ignorado: o DPS desvia o surto para o terra. Se o aterramento não existe, está rompido ou foi improvisado, o dispositivo não tem para onde mandar a energia — e a proteção simplesmente não acontece.
Improvisos comuns e perigosos:
A verificação do aterramento é feita com instrumento, e é o primeiro passo de qualquer projeto de proteção.
Se em uma noite queimaram a TV, a geladeira, o micro-ondas e algumas lâmpadas ao mesmo tempo, provavelmente não foi surto de raio — foi sobretensão por rompimento de neutro.
Quando o condutor neutro da rede da distribuidora se rompe ou perde contato, o equilíbrio entre as fases se desfaz e parte da instalação pode passar a receber tensão bem acima do normal, mantida por segundos ou minutos. O DPS comum não age aqui, porque ele foi feito para picos de microssegundos.
A proteção correta nesse caso é um dispositivo de proteção contra sobretensão permanente — um equipamento que monitora a tensão e desliga a instalação quando ela sai da faixa segura, religando quando normaliza. Em regiões com histórico de problemas na rede, é um investimento que se paga em um único evento.
Nesses casos, além de chamar um eletricista para avaliar a instalação interna, registre reclamação na distribuidora: o problema pode estar na rede da rua.
Muita gente protege a tomada e esquece que o surto entra por qualquer condutor que chegue ao aparelho:
Em durante tempestade forte, desligar também esses cabos dos aparelhos mais caros é uma medida simples e eficaz.
As distribuidoras de energia têm obrigação regulatória de analisar pedidos de ressarcimento por danos elétricos a equipamentos. Muita gente desiste antes de tentar, mas o processo existe e funciona. O caminho geral:
Um detalhe importante: instalação interna em condições precárias — sem aterramento, com emendas irregulares — pode ser usada como argumento na análise. Ter a instalação adequada ajuda inclusive nesse momento.
Como prazos e procedimentos podem mudar, confirme as regras atuais no canal de atendimento da sua distribuidora.
Somando o valor de uma TV, um computador, a placa de um ar-condicionado inverter e a central de automação, o cálculo se resolve sozinho: proteger a instalação custa uma fração do que um único evento leva embora.
O Vitor faz verificação e execução de aterramento, instalação de DPS e adequação de quadro em Perus, Pirituba, Jaraguá e Zona Oeste de São Paulo e em Jundiaí e região. Mande uma foto do quadro aberto pelo WhatsApp e já dá para dizer o que está faltando.
Conteúdo informativo. A especificação e a instalação de dispositivos de proteção devem ser feitas por profissional qualificado, conforme a norma ABNT NBR 5410. Regras de ressarcimento por danos elétricos são definidas pelo órgão regulador e pela distribuidora — confirme o procedimento vigente.
Manda uma mensagem contando o que está acontecendo. Foto ou vídeo ajudam bastante no diagnóstico e o orçamento sai rápido.